domingo, 28 de setembro de 2008

Sacaneando...

Foto: Alexandre Alliatti/GLOBOESPORTE.COM

Gre-Nal: Máquina colorada patrola o Grêmio no Beira-Rio

Foto: Lucas Uebel/VIPCOMM

Argentino D'Alessandro usou e abusou da defesa gremista e foi o melhor em campo.
Nada como um dia após o outro. Duas semanas depois de o presidente do Grêmio, Paulo Odone ter afirmado em uma entrevista que o tricolor gaúcho iria "passar a máquina neles" - uma referência ao clássico gre-nal deste domingo, 28, o Internacional aplicou uma goleada de 4x1 no ex-líder do Campeonato Brasileiro, com gols de D'Alessandro, Alex, Índio e Nilmar -, todos no primeiro tempo, chegou a quarta vitória seguida na competição e mostrou que a máquina que passa por cima no Rio Grande do Sul é a colorada.
Com o resultado elástico do Inter sobre o rival, o time comandado pelo técnico Tite ganha três posições na tabela de classificação e está a apenas quatro pontos do terceiro colocado, próximo do grupo que irá à Libertadores em 2009. Para completar o domingo festivo do colorado, o Grêmio deixa à lideraça do Brasileirão, passando a ponta da tabela para o Palmeiras, que empatou com o Náutico no Recife.
É bom demais ganhar deles!

Ai, que meda!

Foto: Ana Maria Acker/RBS

Pelo menos 45 mil estarão presentes no Beira-Rio, às 18h10 deste domingo.
O presidente do Grêmio, Paulo Odone, disse que o tricolor gaúcho irá "passar a máquina" no clássico de logo mais, às 18h10, no Beira-Rio, em Porto Alegre.
De minha parte, nada contra. Um confronto histórico como o Gre-Nal é alimentado por declarações deste porte, de cunho provocativo. Sempre foi assim. Dirigentes, técnicos e jogadores de ambos os lados criavam verdadeiros ambientes à parte, para um jogo de futebol, nos dias que antecediam a "peleia".
Agora eu penso, sinceramente, que quem respeita mais o adversário, ao menos diante dos meios de comunicação, tende a se complicar menos, haja vista que estes trechos apimentados de certas entrevistas costumam ser usados como estimulantes para o lado provocado. Desse modo, os brios colorados já devem estar bem ativos para o jogo de daqui a pouco.
Como podemos notar na foto registrada pela repórter fotográfica Ana Maria Acker, há uma hora, no palco do clássico 373, o estádio Beira-Rio recebe um grande mar vermelho para empurrar o Inter a uma grande vitória neste gre-nal.
Eu acredito que a "máquina" do presidente Odone já começou a enferrujar. Ele pode ter perdido a chance de ficar calado ou ter pensado melhor quanto a utilização das palavras. Veremos no campo.













Porto Alegre é Demais!


Colorados chegam ao Beira-Rio na tarde deste domingo, 28/9, a espera do Gre-Nal 373.
Composição: José Fogaça

Porto Alegre é que tem

Um jeito legal

É lá que as gurias

Etc. e tal

Nas manhãs de domingo

Esperando o Gre-Nal

Passear pelo Brique

Num alto astral

Porto Alegre me faz

Tão Sentimental

Porto Alegre me dói

Não diga a ninguém

Porto Alegre me tem

Não leve a mal

A saudade é demais

É lá que eu vivo em paz


Quem me dera eu pudesse

Ligar o rádio e ouvir

Uma nova canção


Andar pelos bares

Nas noites de abril

Roubar de repente

Um beijo vadio


Porto Alegre me faz

Tão Sentimental

Porto Alegre me dói

Não diga a ninguém

Porto Alegre me tem

Não leve a mal

A saudade é demais

É lá que eu vivo em paz

Porto Alegre me dói

Não diga a ninguém

Porto Alegre me tem

Não leve a mal
A saudade é demais

É lá que eu vivo em paz

Porto Alegre é demais...!

ACM Neto, JH e Pinheiro tecnicamente empatados, diz pesquisa


A Pesquisa Datafolha mostra empate técnico entre três candidatos que dividem a liderança na disputa pela Prefeitura de Salvador. O deputado federal ACM Neto (DEM) oscilou dois pontos para baixo e tem 25%; o prefeito João Henrique Carneiro (PMDB) oscilou um para cima e registra 23%; e o também deputado federal Walter Pinheiro (PT) passou de 20% para 21%. A pesquisa anterior havia sido divulgada no dia 19 de setembro. O ex-prefeito Antonio Imbassahy (PSDB) oscilou um ponto para cima e registra 15%. Hilton Coelho, do PSOL, passou de 3% para 4%. (leia mais)

Esperando o Gre-Nal...

A jornalista Fabiane Madeira, redatora-chefe do Jornal da Metrópole, se define em seu blog como um ser maluco e estranho. Maluco pelo fato de ser jornalista. Estranho por ser uma gaúcha, radicada na Bahia. Ao concordar com ela, por conta das circunstâncias em comum, chego a conclusão de que também sou um ser maluco e estranho. Mas as coincidências param por aí. Ela é gremistona. Eu sou colorado, tchê!!!
E teremos Gre-Nal neste domingo. Não será um clássico qualquer. Este, de número 373 tem tudo para ser um dos mais emocionantes dos últimos anos. Explico: O Grêmio é o atual líder do Campeonato Brasileiro, no entanto, ainda não conseguiu repetir a boa campanha do primeiro turno e é seguido de perto pelo vice-líder Palmeiras, que pode ultrapassá-lo ao final da rodada de logo mais.
Já o Internacional, apesar de estar apenas na 11ª colocação na tabela, vive um momento de ascenção neste segundo semestre, graças a três vitórias consecutivas e boas perspectivas na Copa Sul-Americana, depois do empate com gols no Chile, na semana passada, contra o Universidad Católica. Para completar, o jogo é no Gigante da Beira-Rio, apontado recentemente como o melhor gramado do País. A casa colorada estará lotada de 45 mil torcedores, pois não há mais ingressos à venda. Ah, e faz uma belíssima tarde de primavera em Porto Alegre. Êh, saudade!

Avenida Padre Cacique, onde está o estádio Beira-Rio, no início deste domingo.

Em tardes de domingo como esta, a nostalgia sempre me toma de assalto. Quantas vezes assisti à gre-nais seja no Beira-Rio ou no Olímpico? Em quantas situações Juliano, Geovane e eu pegamos o Jardim Aparecida lotado até o centro de Porto Alegre, seguindo uma hora a pé da Av. Borges de Medeiros, passando pelo Parque Marinha do Brasil até o Gigante? Caramba! Que saudades deste meu Porto não muito Alegre, mas que no entanto, me traz encanto...
Bem, saudosismo à parte, "gre-nal é gre-nal", já dizia o Dr. Ibsen Pinheiro. Não há favorito, independentemente das situações de gremistas e colorados. Eu penso, sinceramente, que o Grêmio é mais time, coletivamente, que o Inter. Contudo, se a organização do plantel alvi-rubro não é compatível com a da equipe da Azenha, acredito também que o Internacional está mais bem servido de qualidade individual, dotado de jogadores do nível de D'Alessandro, Daniel Carvalho, Nilmar e Alex, que podem desequilibrar a partida a qualquer momento.
O resultado de todo este embróglio é incerto, mas as proporções que a vitória de um ou outro podem acarretar são definitivas para o futuro de ambos os clubes neste segundo semestre de 2009. O empate é bom para os dois, penso eu.
Mas eu acho que o domingo será vermelho. Prefiro pensar assim.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Tem quebra de tabu no blog: Alex Jordan consegue entregar duas crônicas em uma única semana para a coluna "Eu Mereço"

Arte gráfica: Zeca de Souza/TVE-BA


O cronista irreverente

Por Alex Jordan*
“Pare o mundo que eu quero descer”. A canção é de Silvio Brito, mas não consigo pensar em frase melhor para expressar o quanto estou assustado com tanta loucura. Concordo em gênero número e grau com Nando Reis, quando ele diz na música Relicário, cantada em parceria com a saudosa Cássia Eller, que “o mundo está ao contrário e ninguém reparou.” Quer prova da estranheza mais clara do que eu ter feito mais um texto em menos de uma semana? Daí já da para imaginar o quanto estou angustiado com tudo que está acontecendo. Já que isso não basta para você, seguem mais exemplos:
Vivemos em uma era em que as mudanças acontecem em uma grande velocidade e se você não se segurar bem, acaba caindo. A tecnologia, em parte, contribui para essa série de mudanças. Na minha infância, no sertão chamado Boca do Rio (sertão é a maneira carinhosa da qual chamo o meu bairro, não leve ao pé da letra), gude, arraia, carrinho de lata com areia (nossa! como isso era divertido) eram os brinquedos que divertiam os guris. A diversão mais tecnológica da qual brincávamos era o vídeo game Atari. Enduro era meu jogo predileto. Ter que passar 200 carros na primeira fase era um desafio e tanto. Depois de um tempo, veio o Super Nintendo com o Super Star Soccer, que lotava as locadoras e integrou pessoas de toda a rua e de todas as idades. Poderia contar tudo sobre vídeo game, mas não é esse o objetivo desse texto, então essa parte fica por aqui.
A tecnologia não evoluiu apenas nos jogos eletrônicos. O celular é o objeto mais presente no nosso cotidiano, que posso usar como exemplo. No início, apenas os ricos tinham celular, que possuía apenas a função de ligar e receber ligações. Os que tinham agenda telefônica eram venerados. O tamanho do aparelho era semelhante ao de um micro sistem, considerados verdadeiras armas brancas. Hoje em dia, o aparelho acumula inúmeras funções e nenhuma das que vou citar é hipérbole. Com o “telefone” (se é que podemos mais chamá-lo assim), a pessoa é capaz de usar internet, tirar fotos, filmar, ouvir música, escutar rádio, fazer compras e até abrir a porta do carro.
Só que toda essa evolução não ficou apenas no campo tecnológico e é isso que me faz sentir o único a observar o apocalipse chegando. Quer dizer, eu e os crentes que entregam aqueles folhetinhos. Não estou sendo paranóico e vou provar isso com mais exemplos.
O hábito alimentar foi um dos que sofreram mudanças. O que parecia imutável sofreu a ação do progresso. Leite, soja, frango sempre foram exemplos de alimentos saudáveis. Quem queria ter uma qualidade alimentar, deveria recorrer a essas comidas, hoje em dia não mais. A soja, com toda a polêmica dos alimentos transgênicos tornou-se vilã mesmo quando não é consumida. O frango, com metade da idade de abate, ganha peso com doses de hormônios. E esses hormônios passam para os seres humanos, ou você nunca percebeu meninas de 12 anos com o corpo de 16? Já o leite, além de contar com os hormônios é adulterado. Na China, pessoas morreram e até animais passaram mal após a ingestão do laticínio.
O comportamento humano é o que mais me impressiona atualmente. Toda linda donzela sonhava com seu príncipe encantado, que viria em um cavalo branco e depois de meses de conversa, pegar-lhe-ia na mão e, em seguida, daria um beijo rápido após a distração do sogrão. Hoje em dia, tudo mudou. Vamos apontar as mudanças começando pelo príncipe. Atualmente, não é ele que vai em direção à amada enfrentando dragões, bruxas, feitiços entre outras dificuldades, subindo em tranças e tudo mais. Em vez de espada, carrega um “ferro na cinta”. Suas atividades são ilícitas. E agora, é ele que está aprisionado, por conta de algum crime que cometeu.
Outra mudança fica no campo do namoro. Se antes para pegar na mão era um sacrifício, hoje essa etapa não existe mais. Existem festas como o “cala a boca e beija logo”... Vou economizar as palavras, o nome já diz tudo. Pulando de um extremo ao outro, temos os namoros virtuais, onde os pombinhos internautas nunca se viram, mas constroem um relacionamento sólido, já houve até casamento via internet, pode?
As próprias donzelas não são as mesmas. Agora é a “mocinha” que sobe o morro, deixando todo o conforto de seu lar, para namorar com um traficante. Antes o objetivo delas era o de perder o “selinho”, como diz o funk, quando encontrasse a pessoa ideal na vida. Hoje, o buraco é bem mais embaixo e rentável. Vou começar pelo Brasil. Carol Miranda, sobrinha de consideração de Gretchen, vai fazer um filme pornô. Até ai nada de anormal, já que Alexandre Frota deixou a moda de pessoas famosas migrarem para o “cinema de entretenimento adulto.”
Só que a bela Carol afirma ser virgem. Para os leitores mais agressivos não falarem que isso é coisa de brasileiro, vou aos exemplos internacionais. Uma jovem americana de pseudônimo Natalie Dylan, 22 anos está leiloando a sua virgindade por um milhão de dólares. Nat é muito gostosa, MEU DEUS ALGUÉM ME EMPRESTA UM MILHÃO DE DÓLARES EU PAGO COM JUROS, JURO, DE BOA... Desculpe, mas a figura é coisa de louco, voltando, segundo a bela mulher, o dinheiro é para financiar os estudos. Eita faculdade cara! Para cursá-la, deve ser f*! Já a modelo italiana Raffaele Fico, de 20 aninhos, cobrou um milhão de euros para ter a sua primeira noite de “amor”. Amor sim, não é eufemismo. Qual mulher não ama um cara que pode pagar uma quantia dessas? A virgem italiana que participou da versão Big Brother da Itália nem é tão bonita assim. Encontro centenas de mulheres, muito mais belas a todo o instante, nos corredores do Centro Acadêmico em que estudo.
A relação entre família também mudou, e para pior. As gêmeas Noor e Zayna Ellemore revelaram para seus familiares em entrevista na TV para todo o Reino Unido que eram atrizes pornôs (eu sei essa crônica está recheada de sexo, tinha que ter algo para relaxar não acha?) Voltando para o nosso continente, temos Amy, uma blogueira de 26 anos que quer ser mãe e procura doador de sêmen pela rede mundial de pessoas conectadas a computadores. Puxa! O que acontecerá quando ela enjoar da criança? Vai jogar pela janela?
Tudo se inverte no mundo e no Estado dos Absurdos a coisa não seria diferente. Como dizia a música dos Racionais MC´s, “OTUS 500”, quem ontem era a caça hoje é o predador”. Bandidos que antes eram intimidados pelos homens responsáveis por nossa segurança, hoje em dia matam sem piedade os homens de farda. A insegurança que antes habitava apenas na mente do cidadão comum, agora atinge a toda corporação policial. Só na capital baiana, 25 policiais foram assassinados este ano.
Continuando em Salvador, Neto (ACM Neto) se desligou da imagem do Toinho, para tentar a prefeitura da cidade. Quem poderia imaginar isso? A herança que seu avô deixou na política baiana, parece que não é positiva para o candidato. No site do Correio, que pertence à família Magalhães é possível ler ofensas ao morto deixadas por diversos internautas. Quem imaginaria algo assim?
Muita coisa me deixa abismado nessa primeira década do século XXI. O bug do milênio está presente em cada sociedade. O texto já está longo, então vou encerrar por aqui, mas não sem antes voltar para a discussão do sexo e como ele é tratado. Antes era opção sexual, depois passou a ser encarado como preferência sexual, na opinião dos defensores da expressão, a pessoa não escolhe de que gênero gosta, logo, não pode ser opção. Só que atualmente seria mais correto em alguns casos chamar de moda sexual. Os emos, por exemplo, ficam com pessoas do mesmo sexo, sexo oposto, dependendo da tendência que está prevalecendo no grupinho em determinado dia.
Bem, vou continuar como um observador apreensivo sem saber o que esperar de toda essa loucura. A fome já me faz desejar que o mar pegue fogo para que eu possa comer peixe frito! Ah, Rau! Quando acabar, o maluco sou eu! Falando em maluco, alguém vai me emprestar aquele milhão? Nat me espera!!!
*Alex Jordan tem 22 anos e é estudante do sétimo semestre de Jornalismo na Unijorge, em Salvador-BA. Colabora com o Blog desde 2007.
Fale com o Alex: alex341@hotmail.com

84,5% das crianças que não sabem ler estão na escola, diz pesquisa


Recomendação da notícia: Márcia Guena*
Pelo menos oito entre dez crianças que não sabem ler e escrever estão na escola, revela a Síntese de Indicadores Sociais do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgada ontem. Segundo a pesquisa, 84,5% das crianças de 8 a 14 anos que não sabem ler freqüentam o colégio, o equivalente a 1,1 milhão de crianças. Deste total, 745,9 mil vivem no Nordeste. (leia mais)
Fonte: Folha de S. Paulo

*Jornalista e Professora de Comunicação Social da Unijorge, em Salvador-BA.


O polêmico debate da TV Aratu será reprisado neste sábado

Foto: Humberto Farias/Grupo Metrópole - 21/9/08

O debate mais acalorado destas eleições municipais de Salvador, transmitido dia 21/9 na TV Aratu em parceria com a Rádio Metrópole será reprisado em ambos os veículos neste sábado, 27, a partir das 21h.

Durante o encontro mediado pelo jornalista Casemiro Neto, a afiliada do SBT na Bahia liderou a audiência por 42 minutos, segundo o Ibope/Terminal Cliente.

O destaque do debate dos prefeituráveis foi a participação do empresário e radialista Mário Kértesz, que conseguiu tirar o candidato neotucano Antônio Imbassahy (PSDB) do sério, ao trazer questões incômodas para a discussão, como por exemplo o fato de que o ex-prefeito jamais foi considerado o melhor prefeito do Brasil, pelo simples fato de que a pesquisa que ele tanto cita só abrangeu 15 cidades de um país que têm cerca de 5 mil municípios.

Quem perdeu a troca de farpas e a peleia pegando fogo, terá nova chance.

Portanto, fique ligado!

O Jornal da Metrópole desta semana já circula desde o início desta sexta-feira

Esta é a primeira edição em que o nome do blogueiro já encontra-se no expediente da publicação. Leia os destaques desta edição:
Prontos para o contra-ataque! Esta é a matéria de capa da edição desta sexta-feira (26) do Jornal da Metrópole. A reportagem traz as apostas nas ações de inteligência pelas polícias civil e militar para conter a onda de assassinatos em Salvador.O jornal também traz mais um capítulo da novela do estádio de Pituaçu e ainda uma matéria sobre o salário dos vereadores.Os exemplares podem ser encontrados nos pontos fixos de distribuição, que são:Farmácias Santana -ApipemaIguatemi 1 pisoSalvador ShoppingCajazeirasComércio (R. Da Argentina)Av. Manoel dias da Silva (ao lado do Bompreço)ItapoanAv. Sete de Setembro (em frente a praça da Piedade)Vilas do AtlânticoGraça (av. Euclides da Cunha)Subway Barra (Av. Marquês de Caravelas)Livraria Tom do Saber (Rio Vermelho)Banca do Luis (Supermercado Monteiro, Caminho de Areia)Restaurante Baby BeefCentro Administrativo da Bahia (CAB)Teatro XVIII (Pelorinho).

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Crônica da brabeza feminina

Sua namorada está puta da cara com você durante dias, extremamente rêtada, a ponto de explodir e olhe que nem é época do período menstrual. Você fica encucado, pensa em milhões de coisas, numa maneira de solucionar esse verdadeiro inferno astral. Ao chegar do trabalho, cansado, se dirige à companheira e dispara:
- O que é que foi?
Ela retruca, desconfiada:
- O que é que foi o quê?
Você triplica:
- Como assim?! É você que está com essa cara de poucos amigos, me tratando com indiferença.
- Eu não tenho nada.
- Não tem nada como? Em que sentido? Não é possível, amor, você está estranha.
- Eu estou chateada, só isso.
- Ok. Chateada com o quê? Foi algo que eu fiz e que você não gostou ou alguma coisa que eu não fiz e você também não tenha gostado?
- Nenhuma das opções. Estou braba comigo. Tenho direito de ficar p... da vida comigo e espero que você respeite isso.
- Sim, tudo bem, mas calma lá, minha senhora! Eu respeito um momento complicado, talvez até existencial que estejas passando, mas também penso que ao menos tenho o direito de ser informado a respeito do motivo que te chateia, afinal, moramos juntos.
- Olha, eu não vou discutir com você hoje, não mesmo, eu estou muito cansada. Amanhã conversamos, vou tomar um banho e dormir. O jantar está sobre o fogão.
Sua namorada fica seis milhões de vezes mais irritada ao fingir que dorme, no quarto com a porta aberta, enquanto você fala sozinho sem perceber, diante da televisão, às 22h30, reclamando do técnico que escalou o seu time do coração de maneira contestável:
- Que merda! O D'Alessandro começará na reserva. Será que tem cerveja no freezer?
Fecham-se as cortinas e nasce um novo dia em algum lugar da América do Sul.

De volta à redação



Estou de volta à redação. Depois de cerca de um ano, retorno ao corre-corre diário da busca pela notícia no jornalismo. O estágio no Jornal da Metrópole é a minha primeira experiência no impresso, após uma temporada na TVE e assessorias de imprensa de Salvador. Estar no grupo de comunicação que mais cresce na capital baiana é uma satisfação e ao mesmo tempo um desafio que encaro com o meu espírito natural de aprendiz.
Já estou aprendendo bastante com profissionais experientes no mercado jornalístico da soterópolis e estou convicto de que esta chance irá me enriquecer grandemente no âmbito profissional.
O meu agradecimento, desde já, a todos os professores que contribuíram e ainda contribuem para a minha formação.
Sem a paciência de cada um deles para comigo, certamente as dificuldades em todos os testes referentes a área profissional que escolhi seriam mais árduas.
A tocha deve vir na frente.

Frase do Dia

''É muito provável que o improvável aconteça''

Do poeta grego Ágaton, citado pelo filósofo Aristóteles na clássica Poética.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Pinheiro centrado

Arte gráfica: Carlos Eduardo Freitas/Salvador RE-vista


O companheiro Walter Pinheiro mantém a simpatia, mesmo sem apoio explícito de Lula.
Impressiona o crescimento do petista Walter Pinheiro na corrida à prefeitura de Salvador. Quem imaginava que o deputado não passaria de mero coadjuvante nas eleições deste ano parece ter se enganado redondamente. Na projeção do Ibope divulgada na semana passada, por exemplo, ele já aparece na terceira colocação, atrás apenas de ACM Neto (DEM) e do prefeito João Henrique (PMDB), superando, inclusive o ex-prefeito Antônio Imbassahy (PSDB).
A receita demonstra ser bem simples: aproveitar os ataques destemperados do quarteto Neto-JH-Imbassahy-Hilton, que se desgastam entre si e apresentar propostas viáveis na tentativa de amenizar ou solucionar os principais problemas da capital baiana. É claro que a campanha de Pinheiro também tem defeitos. Ele se apega demais às figuras do governador Jaques Wágner e a do multi-cabo-eleitoral Lula, mesmo sem ter o apoio explícito de ambos, por conta da forte ligação dos governos estadual e federal com os demais partidos da base aliada, sobretudo o PMDB.
No entanto, o desempenho nas urnas no dia 5 de outubro tem tudo para ser surpreendente. Que não se subestime um possível segundo turno entre o petista e ACM (o Neto...), ou até mesmo um Pinheiro x João Henrique.
O PT, há tempos não é o mesmo, como costuma enfatizar o ex-militante e hoje candidato pelo PSOL Hilton Coelho.
Mas o partido da estrela ainda é muito forte, porque conta com boa parte do apelo popular.

Em tempo: um agradecimento especial ao meu colega e amigo Carlos Eduardo Freitas, o Dudu, formando em jornalismo lá da UniJorge, que além de nos presentear com excelentes textos no Salvador RE-vista, me ofereceu, gentilmente, esta bela criação gráfica do deputado Walter Pinheiro.

Hoje é dia da coluna "Eu Mereço", aqui no blog

Arte gráfica: Zeca de Souza/TVE-BA

O cronista irreverente
Por Alex Jordan*
Puxa! A fase da urucubaca parece ter passado. Espero que não aconteça como nos filmes em que basta a pessoa falar e acontece alguma coisa depois da frase já batida: “O que mais falta acontecer”. O problema disso é que essa coluna fica sem sentido se não acontece nada de ruim comigo. Do que eu vou falar? Da caganeira? Não, faz um bom tempo que não as tenho. Dos foras no cinema? Nada, nem tenho convidado ninguém. Poderia recorrer a fatos passados, mas quem me conhece sabe que não me lembro nem o nome das matérias que estou pegando esse semestre, que dirá alguma mazela que me aconteceu. Dizem que quem bate esquece e quem apanha não. Eu pareço ser à exceção da regra.
Eita memória ruim. O cheiro nauseante de sabão em pó que está impregnado na minha camisa me fez lembrar de que estou sim passando por problemas. Estava prestes a escrever sobre a impressão que eu tenho de que, o mundo está ao contrário e ninguém reparou, como cantava Cássia Eller na música relicário, só que aí o sabão que exala da minha camisa reativou minhas lembranças. Fica para a próxima crônica, quem sabe não a escrevo amanhã para não esquecer? Eu sei... Duas crônicas em uma semana... É mais fácil eu ficar duas semanas sem escrever nenhuma do que realizar o feito inédito de duas em uma única semana e com um espaço tão curto de tempo.
Minha mãe viajou, foi visitar minha avó e meu irmão que moram em Sergipe. Tudo bem que é ali pertinho, quatro horas de buzão, mas não disponho de oito horas vagas no meu dia, não mais. Dizem que de todos os mamíferos o ser humano é o que mais depende dos pais para sobreviver, coisa de quatro a seis anos. Alguns passam 23 anos e continuam dependentes deles para as atividades mais simples.
Vi-me só por uma semana, minha irmã e eu. Ela se negava a colaborar com qualquer ajuda. Então, as tarefas mais complicadas da vida de qualquer homem, que necessitam de cálculos tão complexos quanto os de uma bomba de hidrogênio teriam que ser realizadas por mim: (√81/3{3+3x²+5xy}-8 = 632) E=MC². A primeira delas talvez tenha sido a mais desesperadora, cozinhar. Minha experiência na área gastronômica consiste em miojo, arroz branco e ovo cozido (o frito se alguém quebrar). Nenhuma das alternativas mataria a minha fome por 30 minutos, o que dirá por um dia inteiro. Poderia recorrer ao bom e velho almoço fora, só que a verba que custeou essa viagem saiu de minhas finanças.
Recorri a um casal de amigos, com um pacote de macarrão e uma série de temperos imagináveis na mão, para que eles me socorressem. O socorro veio, fiquei responsável apenas por fritar bifes. Alguns minutos fritando em fogo alto e percebi que os pedaços estavam quatro vezes menores do que o tamanho inicial, para não mencionar a cor e o gosto de carvão, que virou motivo de piada no refeitório. Ao menos o macarrão estava muito bom.
Mas como nem só de pão vive o homem fui lavar as minhas vestimentas e isso infelizmente ninguém aceitou fazer. Ao esfregar a primeira camisa, que por sinal nem estava visivelmente suja, meus braços “pele e osso” já não agüentava mais suspender, que dirá lavar o resto. Me lembrei das pessoas que insistem em me recomendar que eu vá para academia. Odeio pegar peso. Pagando-me eu pensaria em fazer tal coisa, mas pagar para ficar me matando, suspendendo alguns quilos, cinco, seis quem sabe?
Deixei a roupa de molho, depois enxagüei para tirar o sabão, mas tenho certeza que não saiu todo, pois o cheiro está me deixando tonto. Se eu tomar chuva, aposto que as bolhas de sabão vão tomar conta de toda a minha roupa.
Toda essa atrapalhada e mais as que não estão aqui, porque eu não lembro ou optei por não contar, por questões de puro marketing, renderam o livro O conhecimento que um parasita precisa ter para situações de emergência. O lançamento ainda não tem data prevista, mas prometo que depois dos dois mil exemplares vendidos, disponibilizarei o conteúdo na internet.
*Alex Jordan tem 22 anos e é estudante de jornalismo na UniJorge, em Salvador-BA. Colabora com este blog desde 2007.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

“Neylton não foi jogado do prédio por acaso, mas porque sabia demais”


Do candidato do PSOL à prefeitura de Salvador, Hilton Coelho (foto), ao lembrar o caso do servidor da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), Neylton Souto da Silveira, assassinado nas dependências do órgão público em 6 de janeiro de 2007, em sabatina na Unijorge, na noite desta segunda-feira, 22.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Em entrevista ao Globo On Line, Felipe Pena critica a literatura acadêmica do Brasil


Entrevistado aqui pelo blog há cerca de um mês, o professor, jornalista e escritor Felipe Pena (foto) concedeu entrevista ao Globo On Line, nesta segunda-feira, 22, onde comenta o lançamento do romance O analfabeto que passou no vestibular e critica a literatura brasileira, que, segundo ele, "presta um desserviço à leitura". (leia mais)

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Fui censurado

Uma pergunta que fiz ao candidato do PSDB à prefeitura de Salvador, Antônio Imbassahy, na noite desta quarta-feira, 18, em mais uma sabatina da Unijorge foi alvo de censura dos integrantes da mesa. Ao contrário do que ocorreu na terça-feira, 17, quando cobri a participação de ACM Neto para o jornal Fala Comunidade, eu estive ontem no auditório do Zélia Gattai apenas como um estudante interessado no conteúdo do evento, um cidadão mais do que comum.
Foi o debate mais frio até o momento. Parece que tudo foi orquestrado para levantar a bola do neotucano. Ele foi muito mais aplaudido do que o prefeito João Henrique (PMDB) e do que o candidato do DEM, ACM Neto. Explico: foi também o menos provocado. O pior não é isso, mas o fato de que quando foi instigado a esclarecer situações mais difíceis, as perguntas simplesmente não eram lidas pela mediadora Cleidiana Ramos. Vale ressaltar que antes de chegarem às mãos dela, as questões passavam pelos demais componentes de uma, digamos, triagem: um integrante do Diretório Central dos Estudantes (DCE) e uma diretora da Unijorge.
Ao perceber os bocejos de sono do público presente, apesar do debate ter sido transformado em um legítimo comício por Antônio Imbassahy, resolvi fazer uma pergunta mais apimentada para o candidato. Às 20h32, entreguei minha questão manuscrita (no formato da sabatina as perguntas são feitas desse modo) ao colega Diego Salviano, que prontamente levou-a até a mesa. Eis o conteúdo de minha dúvida: "Candidato: o senhor recentemente moveu uma representação judicial contra a Rádio Metrópole, sob a alegação de que a honra de sua família foi atingida pelo apresentador Mário Kértesz, que comentou no ar que a sua esposa foi impedida de dar uma entrevista ao Jornal da Metrópole, que estava fazendo uma matéria sobre as futuras primeiras-damas. Pergunto: tal atitude não caracteriza censura à liberdade de imprensa?"
Pois bem. Às 20h44, depois de a minha pergunta passar pelas mãos do rapaz do DCE, pelas vistas de uma diretora da Unijorge e, por fim, da mediadora da sabatina, ou seja, após ter sido analisada três vezes, acabou sendo não lida, arquivada e/ou censurada. A "sabatina" terminou às 21h05 e boa parte das questões dos estudantes que chegaram à mesa, depois da que eu mandei foram lidas. É evidente que o teor delas era um manjar dos deuses para qualquer candidato que tenha que passar por uma sabatina de estudantes. Coisas do tipo: "Quais são as suas propostas para a área da saúde? E para a educação? O senhor terá o apoio do governador Wagner, mesmo ele sendo do PT?"
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Comprovação - tenho a certeza de que a minha pergunta foi analisada, lida e censurada pela mesa. Eu escrevi a questão com caneta hidrocor preta, logo, o texto ficava em negrito, na comparação com os demais. Ao meu lado, na parte da frente das cadeiras do auditório, a colega Daiane Sales comentava comigo: "Olhe lá, Murilo. A sua pergunta está nas mãos dela (mediadora) nesse instante!"
Depois do término do evento, já na sala de aula, o coordenador do curso de Comunicação Social, Bernardo Carvalho, que mediou a sabatina nos dois primeiros dias, confirmou a minha desconfiança: quando as perguntas chegam à mesa, elas são lidas pelos mesários, mas só são feitas aos candidatos depois de uma aprovação. Isso significa dizer que quando as questões são reprovadas, por meio de critérios questionáveis, elas simplesmente não são reproduzidas, o que na minha opinião caracteriza , sim, a censura.
Para Carvalho não há censura. Ocorre uma avaliação das perguntas que chegam e os mediadores decidem, em seguida, se serão publicadas ou não. Todo o eufemismo é pouco... Ele argumentou que alguns estudantes atacam à honra dos candidatos, muitas vezes com perguntas redundantes ou desnecessárias.
Eu concordo que ataques morais não podem ser permitidos, bem como palavras de baixo calão. No formato em que a sabatina foi feita, as perguntas redundantes ocorrem em larga escala, aí eu compactuo com a decisão de excluir as semelhantes e optar por apenas uma de mesmo sentido. Mas, pera lá! No meu caso, eu gostaria de saber o que Imbassahy considera "ataque à honradez" e censura à imprensa, afinal, a Rádio Metrópole está proibida de citar o nome dele na programação, sob pena de multa. Lamentavelmente, a mesa entendeu de forma diferente.
Em minha opinião, o candidato deve, sim, por ora, ser provocado, justamente para mostrar se tem o preparo necessário para administrar uma metrópole problemática como Salvador. JH e ACM Neto foram sabatinados, literalmente testados, em alguns momentos, ambos se saíram muito bem, noutros, nem tanto, mas o misto de vaias e aplausos que receberam ao término do debate foram mais enriquecedores para todos do que os dois minutos de palmas para Imbassahy na noite de quarta-feira.
Meus colegas concordaram comigo, quanto a censura. Carvalho não. Ele disse que eu posso chamar esse método do nome que eu quiser, mas que censura não é. Tudo o que estou escrevendo agora nós discutimos ontem, na sala de aula, depois da sabatina. Ele é um jornalista experiente, eu sou apenas um estudante. Eu afirmei na frente dele, um dos organizadores da série de debates que fui censurado ontem. Ele discorda. Eu respeito muito ele como professor e coordenador do curso, elogiei, inclusive, a iniciativa de trazer os debates para a Unijorge. Mas não sou obrigado a pôr uma venda nos olhos e deixar de criticar uma metodologia que julgo de fazer inveja a muito militar reformado.
Por fim, eu não represento os interesses da instituição Unijorge, da qual sou aluno.
Meu interesse é pela liberdade, ainda que tardia.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

ACM Neto é sabatinado no segundo dia de debates na UniJorge



Os ponteiros do relógio marcavam 19h25 quando o deputado federal e candidato a prefeito pelo Dem, ACM Neto, subiu no palanque do auditório Zélia Gattai, na UniJorge, na última terça-feira, 16. Ele foi o segundo “prefeiturável” sabatinado na série de debates organizada pela Coordenação do Curso de Comunicação Social da instituição, em parceria com o Diretório Central dos Estudantes (DCE).

Ao contrário do que ocorreu no dia anterior, na sabatina com o prefeito João Henrique (PMDB), o auditório não esteve lotado, embora o encontro tenha registrado uma boa presença de estudantes. Vestindo camisa social despojada e calça jeans azul, um visual bem distinto dos paletós formais de Brasília, ACM Neto parecia mesmo querer atrair a simpatia dos jovens presentes para o debate.

Depois da apresentação do mediador do evento, o coordenador do curso de Comunicação Social, Bernardo Carvalho, ACM Neto teve 20 minutos para as considerações iniciais, antes de responder as perguntas dos estudantes. No entanto, como extrapolou o limite de tempo, pediu mais três minutos para comentar os problemas da segurança pública de Salvador, o que resultou em cinco minutos de tolerância.

Líder nas pesquisas de intenção de voto, mas ciente do crescimento do prefeito João Henrique nas últimas projeções, ACM Neto utilizou boa parte do tempo que teve para alfinetar a atual administração municipal: “Eu poderia passar três horas ou mais falando sobre os problemas de Salvador. Nós temos uma prefeitura centralizada, burocratizada e insuficiente para discutir os problemas da cidade”, disse.

Em seguida, o candidato procurou apresentar as principais propostas de sua campanha nas áreas básicas de qualquer gestão, como segurança, educação, saúde e transporte. ACM Neto prometeu reduzir o número de secretarias municipais, das atuais 18 para 10, caso seja eleito. Em uma apresentação de slides, o deputado apresentou a idéia de implantar os Centros Municipais de Gestão, que seriam distribuídos em cada região da cidade. “Cada um deles terá um Núcleo de Conservação Urbana, além de um Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC)”, ressaltou.

Para a saúde, ACM Neto prometeu aumentar os investimentos para o Programa Saúde da Família (PSF). Segundo ele, Feira de Santana, município administrado pelo Dem, tem mais de 80% da população atendida pelo PSF, enquanto em Salvador, este número é de apenas 12%. Mesmo sem explicar de onde virão os recursos, o candidato comentou o compromisso de implantar um pediatra em cada posto de saúde, sob a alegação de que, atualmente as crianças da capital são atendidas pelos clínicos gerais.

Ao demonstrar o plano de “Nova Estratégia de Desenvolvimento” para Salvador, ACM Neto declarou que pretende mudar a localização da rodoviária da região do Iguatemi, para a BR-324. Para resolver o problema do trânsito na capital, ACM Neto explicou a proposta da implantação do “Expresso Salvador”, que pretende interligar seis estações por meio de vias expressas, com faixas exclusivas par a ônibus. Ele criticou os gastos com o metrô e uma suposta falta de transparência da atual gestão: “O prefeito ainda não informou a população quanto ainda será gasto, quando a obra será terminada e qual será o valor da tarifa, que, na minha opinião, deverá ser menor do que a do ônibus”, comentou.

Quando explicava os detalhes do “Expresso Salvador”, ACM Neto não resistiu à tentação de ironizar o prefeito João Henrique, ao estabelecer os rumos que o metrô irá traçar caso seja eleito: “Da Estação da Lapa até o Acesso Norte serão seis quilômetros. Sim, bem ali onde passará o menor metrô do mundo (risos), e depois mais seis até a Estação Pirajá, totalizando 12 quilômetros”, provocou. A brincadeira caiu no gosto do público presente e o candidato teve que esperar pelo menos 10 segundos para prosseguir.

O polêmico Big Brother Bairro – Mas quando as considerações iniciais de ACM Neto terminaram e as perguntas dos estudantes começaram a ser lidas pelo mediador Bernardo Carvalho, o clima esquentou no Zélia. Se o candidato do Dem ainda não desistiu da idéia de implantar o sistema de monitoramento de câmeras nos bairros mais violentos, certamente ele deve estar pensando duas vezes nessa possibilidade, depois da noite de terça-feira. Boa parte dos questionamentos eram referentes ao polêmico “Big Brother Bairro”. Uma estudante perguntou: “Deputado, o senhor não acha uma infantilidade tratar do problema da segurança pública como se ela fosse um ‘reality show’”? Aparentemente surpreso, ACM Neto esbanjou um breve sorriso e respondeu: “É engraçado como esse assunto tem tido desdobramentos e distorções nessa campanha”.

Logo depois, argumentou que as pessoas não podem reduzir as propostas para a segurança pública a este único projeto. Quanto às questões que colocavam a fragilidade dos equipamentos expostos na rua em xeque, ACM Neto tentou usar os modelos já aplicados em cidades européias, como Madri, para justificar a viabilidade da ação: “Hoje, as câmeras são protegidas por uma blindagem especial. Não há o risco de o ladrão atirar nelas e elas serem quebradas”, disse. Em seguida, complementou a discussão, ao afirmar que R$10 milhões serão aplicados somente na primeira etapa do projeto, o que provocou estranhamento e surpresa em boa parte do público.

Quando o debate girou em torno da inclusão social, ACM Neto apresentou a idéia de implantar o programa “Cidade Digital” nos bairros periféricos de Salvador. Segundo ele, o projeto irá oferecer internet grátis através de conexão “wireless”, inicialmente no Subúrbio Ferroviário. Em relação ao transporte público, o candidato do Dem disse que irá reativar o Conselho Municipal de Transportes, implantado na última gestão carlista e desligado na administração de João Henrique. O CMT teria a missão de analisar as discussões da sociedade civil sobre os problemas do transporte público.

Passado político, Igreja e Candomblé – Depois de discursar sobre outras propostas para a cidade, o debate tornou a ficar acalorado, quando as perguntas polêmicas vieram mais uma vez de encontro a ACM Neto. Numa delas, um estudante lembrou das Capitanias Hereditárias para fazer uma alusão a tradicional política coronelista, tão comum na região Nordeste no século XX. Em seguida, perguntou ao candidato, neto de um dos políticos que mais tempo ficou no poder na Bahia, o ex-senador Antônio Carlos Magalhães, qual garantia ele poderia dar que o “novo” dará certo. A pergunta foi muito aplaudida pelos estudantes antes da resposta do deputado. Ele respondeu: “Eu sou político. Essa é uma opção minha. Cresci nesse meio. Mas comecei a fazer política quase que 50 anos depois de meu avô. Muita coisa mudou nesse período. Se vocês não sabem, meu bisavô não era político. Era médico sanitarista. Depois é que veio a ser deputado, pelo Partido do Trabalho”, finalizou.

A contradição ao afirmar num primeiro momento que o bisavô não era político, mas foi eleito deputado causou novo barulho no auditório do Zélia Gattai, além de muitas risadas dos alunos presentes. ACM Neto tentou convencer os estudantes de darem a ele a chance de gerir a cidade, sob o argumento de que caso ele faça uma gestão desastrosa, estará sentenciando o fim de sua trajetória política: “Se eu for triturado pela máquina pública, estarei assinando meu fim na política, até porque eu serei prefeito antes dos 30 anos de idade”, enfatizou.

Em outro ponto polêmico da sabatina, um estudante perguntou se ACM Neto, que afirma ser adepto do Candomblé, não se sentia constrangido ao ter como vice o bispo Márcio Marinho, da Igreja Universal do Reino de Deus, que costuma demonizar os cultos de matriz africana. Nova salva de palmas para a pergunta apimentada. ACM Neto fez questão de afirmar que a Iurd e a Rede Record não têm nenhuma influência no nome de Marinho para ser o vice na chapa do candidato do Dem. “Ele foi indicado pelo PR, que é presidido por César Borges, não pela Record ou pela Igreja”, afirmou.

Depois, tentou demonstrar segurança quanto ao fato de ter um candidato à vice evangélico: “A nossa cidade é a que melhor convive com a diversidade de crenças. Eu não convido o bispo Marinho para me acompanhar num terreiro, porque respeito a crença dele. Assim como não convido um filho-de-santo para assistir a um culto na Igreja Universal”, declarou. Outro estudante indagou se a intenção da parceria com Marinho seria a de criar um novo monopólio nos grupos de comunicação da capital, unindo as TV’s Bahia e Record. Ante os sorrisos e ruídos dos estudantes, ACM Neto sorriu e disse que ele não se mete nos negócios da família, pois não é empresário, apesar de ser herdeiro das empresas administradas atualmente, pelo pai, ACM Júnior.

Ainda sobre a área de comunicação, ACM Neto perguntou aos estudantes se eles já pararam para observar a linha editorial dos telejornais da Rede Bahia: eles estão cada vez mais imparciais, mesmo pertencendo a minha família. “Reparem como os candidatos à prefeitura têm o mesmo espaço neles”, sugeriu. Para complementar, o candidato opinou sobre a mudança do jornal impresso da família. “Depois que o meu avô faleceu, nós todos decidimos mudar os rumos do Correio. A postura política não existe mais no novo Correio”.

Barracas da orla – Outro assunto motivo de polêmica nos últimos anos da administração de João Henrique, a situação das barracas de praia da orla marítima de Salvador também foi pauta no debate da última terça-feira. ACM Neto desconversou quando um dos estudantes o questionou a respeito de uma ausência do deputado em um dos debates sobre o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU), preferindo expor a opinião dele a respeito do tema, em vez de comentar a falta. Sobre o comércio nas praias da orla da capital, o candidato disparou: “Tem que haver um projeto viável, não esse projeto doido que foi feito. Além disso, as barracas de nossa orla não podem ser industrializadas, como no Rio de Janeiro, onde até Mc’Donald’s tem.

Depois de uma hora e 21 minutos de debate, ACM neto fez as considerações finais e encerrou a participação no evento, depois de ter se esforçado para responder a maioria das perguntas feitas pelos estudantes, pois tinha um compromisso de campanha marcado para as 20h30. Ele aproveitou para ressaltar a importância do encontro promovido pela UniJorge e tentou a convencer aos jovens presentes a dar-lhe um voto de confiança.

Em seguida, o coordenador do curso de Comunicação, Bernardo Carvalho agradeceu a presença do candidato e do público presente, para encerrar a segunda noite de debate dos prefeituráveis de Salvador. Entre vaias e aplausos, ACM Neto deixou rapidamente o auditório do Zélia Gattai, mas parou duas vezes para atender a pedidos de alguns alunos que desejavam tirar fotos com ele. O vice, Márcio Marinho, saiu logo em seguida, distribuindo sorrisos e apertando as mãos de quem via pelos corredores.

Ao término do debate com ACM Neto, as opiniões dos estudantes sobre o evento divergiram. Para a estudante do curso de História, Ana Maria Fávero, 24 anos, o candidato do Dem se saiu bem e já deve contar com o voto dela nas eleições de outubro: “Ele mostrou que está preparado para ser o prefeito de uma cidade cheia de problemas como a nossa”, disse. Já o aluno do curso de Sistemas de Informação, Paulo Nicácio, 22 anos, discorda da opinião de Fávero: “Ele não respondeu a minha pergunta sobre o PDDU, por que será?”, questionou. Outro estudante de Comunicação Social com Publicidade, Felipe Rocha, 23 anos, também saiu insatisfeito com o desempenho do deputado: “Ele sabe muito bem apontar o que falta fazer na cidade, mas as propostas dele são sem fundamento. E o pior de tudo: não diz de onde irá tirar verbas para tanto plano faraônico”, criticou.


Nesta quarta-feira, 17, será a vez de o candidato neotucano, Antonio Imbassahy, ser o sabatinado do debate da UniJorge, a partir das 19h. O evento será mediado pela jornalista e professora Cleidiana Ramos.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

"É engraçado como esse assunto tem tido desdobramentos e distorções nesta campanha"

Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil



Do deputado e candidato a prefeito de Salvador, ACM Neto, ao responder, na noite desta terça-feira, 16, no auditório Zélia Gattai da UniJorge, a pergunta de uma estudante que questionava se ele não achava uma infantilidade tratar o problema da violência pública da capital baiana, como um reality show, ao implementar o polêmico Big Brother Bairro, caso seja eleito.

O dia em que o blogueiro chorou

Arte gráfica: Renato Santarém


Caramba! Ufa! A vida nos revela emoções surpreendentes quando menos esperamos. Eu fiz um texto, nem tão bom assim (acreditem: não é falsa modéstia!) para homenagear os 40 anos do último título baiano do Galícia Esporte Clube - onde trabalho como assessor de imprensa e webmaster, comemorados na segunda-feira, 15.
Muitos torcedores que viveram ou não aquele período se emocionaram muito com o "O ano que não terminou: Galícia comemora os 40 anos do último título baiano na primeira divisão" e acabaram me homenageando na comunidade do azulino no Orkut. Eis alguns trechos:
"Querido Murilo,Obrigado pelo lindo texto.Confesso que lágrimas vieram à minha face.Eu estava lá!Há 40 anos atrás,um menino de 9 anos estava na arquibancada da Fonte Nova,ainda com o anel inferior apenas.Vivi a história!Criei em mim o espírito galiciano e o amor eterno às cores azulinas.É esse espírito e amor que me impele a continuar,mesmo nestes momentos difíceis.Obrigado mais uma vez.Vejo em voce o amor conquistado.\murilo,voce estará sempre nos coraçoes galicianos "- Fernando Barreiro.
"OBRIGADO MESMO VOCES FIZERAM EU RECUAR 40 ANOS ATRAS. NAO POSSO ESCONDER. CHOREIBASTANTE POIS DESTA DECISAO FOIQUE GOSTEI DO GALICIA E PASSEIA SER TORCEDOR. FOI PERFEITA ADESCRIÇAO DESTE FATO MARCANTE NA VIDA DO GALICIA" - Rodrigo.
"realmente eu que sou considerado durão, agora tive que chorar, estou até sendo gozado por minha filha que infelizmente é vitoria.EU ESTAVA LA. ESSE MOMENTO DE PRAZER NINGUEM PODE ME TIRAR. e se deus quiser antes de morrer ainda vou ter esse prazer outra vez. tomara que não demore muito, pois ja tou com 51 e não sei se vou durar muito OBRIGADO MURILO POR ME DAR O PRAZER DESSA LINDA RECORDAÇÃO saudações galicianas - Jaime Alban.
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A emoção de ter o reconhecimento dessas pessoas e todas as demais que comentaram sobre o texto é impagável. Eu sou um refém do texto e considero a escrita como uma espécie de condenação. No entanto, eu escrevo com alma, com coração e busco, sim, situar os leitores em minhas linhas, por meio de imagens. Às vezes consigo, noutras não. Mas quando o objetivo é alcançado, me emociono bastante, porque escrever algo que marca a vida das pessoas é tarefa para operários incansáveis.

sábado, 13 de setembro de 2008

Direto de Juazeiro



Ponte que divide a baiana Juazeiro da pernambucana Petrolina.
Estou na cidade de Juazeiro, no norte baiano, município que faz divisa com Petrolina-PE. Faço a cobertura do Galícia, que enfrenta o Juazeirense neste domingo, 14, às 16h, em partida válida pelo Campeonato Baiano da Segunda Divisão. Além de trabalhar, já encontrei tempo para atravessar a ponte (foto) e conhecer um pouquinho de Pernambuco. A orla banhada pelo "velho Chico" é muito agradável e as pessoas de ambas as localidades lotam os bares, ouvem música ao vivo e tomam cerveja.
Neste exato momento, estou num quarto de hotel, do Palace Tropical, para ser mais exato, mas devo dar uma saidinha com os colegas de profissão daqui a alguns minutos, para observar o movimento e ter conteúdo para blogar para vocês.
Retorno a Salvador na madrugada de segunda-feira, 15, satisfeito, certamente, por estar conhecendo mais um pouco deste Brasil imenso, diversificado e que amo tanto, apesar dos pesares.
Em tempo: há um sol para cada um aqui em Juazeiro. Tivemos 34 graus na tarde deste sábado, 13.
Sim, pois é Nordeste, amigos!

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Rifa-se um prazer



Eles só não estavam informados a respeito do Código Penal Brasileiro, mais precisamente o artigo 228, que considera crime 'induzir ou atrair alguém à prostituição, facilitá- la ou impedir que alguém a abandone'. A pena prevista é de reclusão, de dois a cinco anos, mas pode aumentar para até oito se a vítima tem menos de 18 anos ou se o autor possui algum tipo de ascendência sobre ela.
O coordenador do curso, Rômulo Birindiba ficou p... da vida quando tomou conhecimento da idéia criativa dos estudantes. Além de reprová-la ele afirmou que a mesma pode denegrir a imagem da instituição.
De acordo com a matéria, os alunos responsáveis pela rifa desistiram da idéia, depois da repercussão negativa e cancelaram o concurso.
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É cada uma. Está certo que a vida de universitário é difícil até mesmo para se formar. Lá na Unijorge mesmo, meus colegas e eu temos de desenbolsar R$100 mensais, em 15x, apenas para termos uma solenidade de formatura digna, no Espaço Iemanjá do Centro de Convenções. Detalhe1: Em setembro de 2009. Detalhe2: sem falar no baile, festa, buffet e missa... É uma luta. No entanto, outros meios para se conseguir apoios são possíveis. Não é uma onda de querer julgar ninguém, mas cá entre nós, além de criminosa, a idéia dos caras é, no mínimo machista. Já pensou se as colegas deles tivessem, como retaliação, a criação de outra rifa, sorteando um profissional do sexo via Loteria Federal?
Se a moda pega!

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

A coluna "Eu Mereço" desta semana traz histórias do Maluco Beleza do blog!

Arte gráfica: Zeca de Souza/TVE

O cronista irreverente.

Por Alex Jordan*

Sempre tive a fama de ser maluco. Por muitas vezes, me senti assim, meio anormal. Com idéias, pensamentos e leituras de mundo que pareciam tão normais para mim, e que para as pessoas que me cercavam era motivo de internação. Levei algum tempo para aceitar isso com certa naturalidade, até por que, às vezes, o fantasma de uma possível insanidade vem me assombrar.
Quando eu era criança, era terrível lidar com esta hipótese. Como este que vos escreve era um garoto hiperativo, isso era interpretado pelas outras crianças como um distúrbio mental. Não foram poucas as vezes que distribuí socos e que chorei por ouvir a seguinte gozação:
-Maluco!
O que mais me irritava é que parecia mesmo que eles tinham razão. Hiperativo, na minha genialidade de seis anos era o mesmo que maluco, doido, louco, pirado, lé lé da cuca, pinel, parafuso a menos, homem do saco...
Em uma das minhas muitas visitas a médicos, um deles recomendou que eu parasse de tomar café. Desde então, não saboreio essa bebida tão tradicional.
Reza a lenda que com menos de dois anos fui ver alguma coisa que estava debaixo da cama e prendi a cabeça na cabeceira. Fiquei alguns instantes sem oxigenação no cérebro (me desculpe caro leitor, mas não me lembro quanto tempo fiquei. Vou ficar devendo. Caso algum dia me recorde, eu prometo que digo!) Convulsões por uns tempos e me safei! O problema foi à constante dúvida: minha curiosidade teria me deixado alguma seqüela.
Dois eletroencefalogramas depois, dos quais nunca tive acesso, o médico orientou minha mãe a manter constante vigília. Qualquer alteração brusca de comportamento seria necessário mais exames. Na minha pré-adolescência fui ficando mais tranqüilo e não foi graças ao Gardenal e ao Diazepan, mas sim por conta de minha magreza. Todos começavam a ficar fortes, menos eu. Poderia até ser louco, mas burro não. Comecei a levar desvantagens nas brigas e as fui deixando de lado, adotei a sábia filosofia oriental de que o vencedor é o que evita o combate.
Minha revolta comum de todo adolescente foi potencializada ao conhecer o “movimento punk”, a causa da minha rebeldia. Seguia a risca tudo que achava que era ser punk.
Ueeeeennnnnn!!!!! Era o sinal que há tempos minha mãe rezava para não chegar. O anúncio de que a insanidade tinha enfim, alcançado o meu ser. Mais um eletroence... Ah, esse exame de nome comprido. Desta vez, eu estava com 16 anos e vestia uma camisa do Ramones (hey ho let’s go!), uma bermuda toda rasgada de tantas lavagens, que eu personalizei (eu era um artista) e uma anarquia tatuada no rosto feita com henna , além do cabelo black a lá brucutu! Dá para imaginar a reação de médicos, atendentes, auxiliares de serviços gerais, outros pacientes, seus familiares e todos os que ali estavam presentes? Se você já leu essa história não se preocupe, todos que me conhecem já leram e ouviram, mas vale a pena, quero quebrar o recorde de repetição da Escrava Isaura, tenha paciência. O pior foi quando anunciei que estava ali para fazer o eletro...
Vários cochichos que certamente diziam:
- E ainda precisa de exame?
-Coitada da pessoa que ficar sozinha na sala com ele. Será que ela tem seguro de vida?
- Que ele não dê nenhuma crise!
Fui para sala e a todo o momento a pessoa que me examinava perguntava se eu estava sentindo alguma coisa. Ela tinha uma voz trêmula. Terminado a avaliação mental, tive que tirar aquele treco da minha cabeça e ela me deu a notícia que tinha faltado água e que eu teria que ir para casa com a cabeça cheia daquele “gel” completando meu estilo de foragido do hospício.
Quando o resultado chegou com o diagnóstico satisfatório, fiquei com a pulga atrás da orelha. Satisfatório? Para quem? Não tem uma resposta mais precisa não? Os amigos me aconselharam a emoldurar e pôr na parede da sala. Outros sugerem que eu tire fotos e as coloque no Orkut.
Vivi com essa dúvida até que um teste finalmente apagou qualquer resquício de esperança. Fui pegar o dinheiro que estava na gaveta para comprar uma filmadora. A ponta do dinheiro estava aparecendo e eu como todo bom baiano ‘bichin’, fiquei com preguiça de abrir a gaveta. E fui puxar o dinheiro. Quando um barulho ‘flishaa’ me fez ficar com metade de uma garoupa na mão. Isso mesmo, uma azulzinha, cem conto rasgado no meio. Se maluco é quem rasga dinheiro, respondi o que a aparelhagem moderna não foi capaz. Sinceramente preferia ter saboreado merda!

*Estudante de jornalismo da Unijorge, em Salvador-Ba. Colabora com o blog desde 2007.

Fale com o Alex: alex341@hotmail.com


Alguém duvida que essa dupla quer fazer de Salvador um inferno?

Foto: Alex Jordan/BMG


A dupla infernal: ACM [o Neto] e Jorge Diabo.
O colunista aqui do blog, Alex Jordan, passava pela região do Barreiro, na Boca do Rio, quando se deparou com a inusitada placa acima. É a propaganda política em que aparecem juntos o candidato a prefeito pelo DEMo, ACM [o Neto] e o candidato a vereador pelo PRP, Jorge Diabo. Bem, apesar de estar numa área conturbada, Jordan sacou a câmera fotográfica e flagrou esta maravilha para vocês leitores.
Quanto a foto, qualquer semelhança com o "coisa ruim" é mera coincidência.
Ou não, como diria Caetano Veloso.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Parcerias

Foto: Murilo Gitel

O fundador do bairro Novo Marotinho.
Quando o meu amigo Carlos Eduardo Freitas me solicitou a liberação de uma entrevista que Michelle Brazil e eu fizemos, em 2007, com Apolinário Assis, 93 anos, fundador do bairro Novo Marotinho, em Salvador, com o objetivo de publicá-la num livro-reportagem sobre a Estrada Velha do Aeroporto, eu concordei no mesmo instante.
Não há como esconder a satisfação. Primeiro, porque o Dudu, juntamente com os 'André's' Gomes e Frutuoso estão reconhecimento um trabalho feito com muita determinação e carinho. Mais do que isso: trata-se de um registro documental a respeito de um homem fundamental para a fundação e o desenvolvimento de um dos bairros do entorno da EVA.

Com a publicação da obra, este personagem/fonte ganha vida, bem como todas as suas histórias e testemunhas referentes ao lugar.

É muito bom ter colegas que prezam pelo bom jornalismo, aquele exercício cotidiano do caráter de que já nos alertava Cláudio Abramo.
Em tempo: a edição desta história oral de vida é da jornalista e professora Agnes Mariano. O texto está publicado no Soteropolitanos.















































































































































segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Desencontro



Um ex-quase-casal de namorados se reencontra, quase que ocasionalmente, pela internet, depois de cinco anos, numa dessas salas de bate-papo.
Ele dispara:
- Caramba! Não sabia que você gostava do curso de Gestão, soube que estás estudando na Escola Técnica da Federal.
Ela responde:
- Pois é. Tem muitas coisas sobre mim que você não sabe, mas pensa que é capaz de descobrir, numa pesquisa rápida ao computador...
Eu também desconhecia o teu gosto pela Bahia...
Ele vem com a tréplica:
- Para ser sincero, não gosto muito da Bahia. A Bahia é que gosta de mim.
Ela ironiza, novamente:
- Tem gosto pra tudo...
E ele rebate:
- Tem sim. Imagina que já estivemos juntos, um dia, como criminosos em um exílio.
E ela define:
- Verdade. Boa lembrança. Imagine que eu tenho lutado muito na tentativa de sair de lá.
Até!
Até!
Ambos ficam em "off line".

14 Bis se apresenta em Salvador nos dias 20 e 21 deste mês


O grupo mineiro de rock progressivo comemora os sucessos do novo DVD.
Um dos expoentes do movimento musical Clube da Esquina, o grupo mineiro de rock progressivo 14 Bis se apresenta nos dias 20 e 21 deste mês na Sala Principal do Teatro Castro Alves, em Salvador. O projeto patrocinado pelo MPB Petrobras apresenta o show do último DVD da banda, que ajudou a revelar importantes nomes da Música Popular Brasileira, como os irmãos Flávio e Cláudio Venturini, Sérgio Magrão e Vermelho, além de músicas do mais recente CD, Outros Planos.
No repertório, sucessos como "Espanhola", "Caçador de Mim", "Todo Azul do Mar", "Canção da América" e "Bola de Meia, Bola de Gude".
Em ambas as noites, os shows começam às 20h e os ingressos custam R$20 (inteira) e R$ 10 (meia). Para adquirir as entradas, basta se dirigir até as bilheterias do TCA, no Campo Grande, centro de Salvador.
O blog estará presente no show do dia 20 e trará a cobertura completa da apresentação do 14 Bis.

Meu Lugar

Foto: Divulgação/Site oficial

O mestre do banjo, ao lado da cantora Tereza Cristina.
Composição: Arlindo Cruz e Mauro Diniz
O meu lugar
É caminho de Ogum e Iansã
Lá tem samba até de manhã
Uma ginga em cada andar
O meu lugar
É cercado de luta e suor
Esperança num mundo melhor
E cerveja pra comemorar
O meu lugar
Tem seus mitos e Seres de Luz
É bem perto de Osvaldo Cruz, Cascadura, Vaz Lobo e Irajá
O meu lugar
É sorriso é paz e prazer
O seu nome é doce dizer
Madureiraaa, lá lá laiá,
Madureiraaa, lá lá laiá
Ahhh que lugar
A saudade me faz relembrar
Os amores que eu tive por lá
É difícil esquecer
Doce lugar
Que é eterno no meu coração
E aos poetas trás inspiração
Pra cantar e escrever
Ai meu lugar
Quem não viu Tia Eulália dançar
Vó Maria o terreiro benzer
E ainda tem jogo à luz do luar
Ai que lugar
Tem mil coisas pra gente dizer
O difícil é saber terminar
Madureiraaa, lá lá laiá,
Madureiraaa, lá lá laiá, Madureiraaa
Em cada esquina um pagode num bar
Em Madureiraaa
Império e Portela também são de lá
Em Madureiraaa
E no Mercadão você pode comprar
Por uma pechincha você vai levar
Um dengo, um sonho pra quem quer sonhar
Em Madureiraaa
E quem se habilita até pode chegar
Tem jogo de lona, caipira e bilhar
Buraco, sueca pro tempo passar
Em Madureiraaa
E uma fezinha até posso fazer
No grupo dezena centena e milhar
Pelos 7 lados eu vou te cercar
Em Madureiraaa
E lalalaiala laia la la ia...Em Madureiraaa

Nova Alvorada

Foto: Eduardo Rodrigues/Diário Gaúcho


Telão improvisado no centro da cidade exibiu a trama.
Fiquei muito contente ao ler o Diário Gaúcho, via internet, na manhã desta segunda-feira, 8. Isso porque na capa do jornal, enfim, a cidade de Alvorada, na região metropolitana de Porto Alegre, onde fui criado, aparece como uma boa notícia, bem distante das constantes chamadas nas páginas policiais dos principais jornais do Rio Grande do Sul.
Isso porque o longa-metragem Dá 1 Tempo!, filmado no município e que contou com as participações de atores/moradores da região já está pronto e foi rodado ao ar livre, na Praça Municipal, na noite deste domingo, 7. Segundo o DG, apesar do frio intenso registrado no Rio Grande do Sul nos últimos dias, boa parte da população compareceu para assistir o filme dirigido por Rodrigo Castelhano e Evandro Berlesi, que conta histórias de desilusões amorosas vividas em Alvorada.
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Embora a cidade esteja historicamente marcada pelos baixos índices de desenvolvimento humano e a criminalidade, sempre critiquei os meios de comunicação de Porto Alegre por veicularem unicamente os problemas sociais de Alvorada, negligenciando os projetos importantes que ocorrem nos bairros, com o nobre objetivo de amenizar as tragédias diárias e a ineficiência política do Estado.
Até hoje, mesmo morando em outra cidade e região do país, faço questão de, sempre que perguntado a respeito de minha origem, dizer que nasci na capital gaúcha, mas fui criado em Alvorada, porque tenho uma satisfação enorme de ter resistido a todas as tentações negativas e típicas de um lugar periférico, contribuindo, com o meu crescimento pessoal, modestamente, para uma nova visão acerca do município.
Há poucas semanas, o judoca Evandro Rosa, de 14 anos, do Jardim Aparecida, bairro de Alvorada onde o blogueiro morou e passou a maior parte dos dias da infância e juventude, esteve aqui em Salvador, representando o Rio Grande do Sul e o Grêmio Naútico União no Campeonato Brasileiro da categoria. A avó dele, dona Vera, ficou hospedada em minha casa. O guri ficou em terceiro lugar e conquistou o bronze. Ficou inconformado, porque já é campeão nacional e sul-americano, e sabia que podia ter levado o título.
Mas ele fez a bandeira do Rio Grande do Sul ser elevada ao pódio, devagarinho, numa cena que jamais sairá de minha cabeça. Chorei como uma criança de colo no Sesc do Aquidabã, porque vi muito de minha vida no suor sagrado de Evandro.
Ele também, assim como eu, luta muito todos os dias para contrariar as estatísticas.

domingo, 7 de setembro de 2008

A Tarde e Correio*: boas contratações


O experiente Paulo Leandro.

Em tempos de transformações nos principais meios de comunicação de Salvador, ressalto duas contratações feitas pelo Grupo A Tarde e o Correio* neste segundo semetre de 2008. O jornalista, dramaturgo e professor Marcos Dias, tem abrilhantado a Revista Muito, acoplada ao jornal A Tarde semanalmente, com textos extremamente bem elaborados para as reportagens, que mais parecem músicas, tamanha a harmonia.
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Já o Correio* contratou Paulo Leandro como editor de esportes. Desconheço outro jornalista esportivo na região Nordeste com tamanha competência para a função. Experiente, ele tem uma mentalidade à frente do 'fazer jornalístico' de hoje em dia, tanto em relação a linguagem - informal, bem-humorada e dotada de leveza, quanto no que diz respeito a descentralização de Vitória e Bahia, quando o assunto é o futebol da Bahia.
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Marcos Dias e Paulo Leandro são grandes profissionais que ficaram muito tempo distantes dos principais jornais da capital baiana.
O bom jornalismo agradece.

sábado, 6 de setembro de 2008

O Projeto

"Procuramos independência/acreditamos na distância entre nós"
"Independência" (Capital Inicial)
Este blog estará mais interessante nas próximas semanas. O porquê da certeza? Os colegas Alex Jordan e Daiane Sales bateram o martelo, assinaram a papelada (risos) e passam a formar com este blogueiro que vos escreve a tríade deste jornalismo independente que aqui proponho. Já temos a câmera nas mãos e uma porção de idéias na cabeça. Nosso objetivo é potencializarmos os ensinamentos que temos na faculdade e ganhar a estrada, além dos mares, é claro, em busca das reportagens e micro-documentários que a chamada "grande imprensa" não faz.
Fique blogado!

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

"Peraí Motô" - na Coluna 'Eu Mereço' desta semana

Arte gráfica: Zeca de Souza/TVE-Ba


O cronista irreverente
Por Alex Jordan*
- Peraê motô!
Tum! Tum! (batidas na lateral da lotação)
Odeio correr atrás de ônibus, mas isso tem sido muito freqüente. Não sei o que está acontecendo com os motoristas, que, quando não seguem direto, param a 50 m do ponto.
Passei e passo muito tempo no buzú. Graças a isso, ganhei alguma experiência de como se comportar em um buzão. Ao longo deste texto, estarei dando algumas dicas.
Reza a lenda que aos quatro anos de idade, o pequeno Alex sonhava em crescer para conseguir segurar (sem múltiplos sentidos, por favor) o ferro que fica no teto. O guri sempre passava sufoco por não ter onde se apoiar e as quedas eram constantes, já que o “bus” estava sempre cheio e ele não conseguia sequer sair do meio do corredor. Esforçava-se aparentemente em vão, mas, assim como as girafas esticam seu pescoço (lá ele!), a criança magrela espichou as pernas e três meses depois já até puxava a cordinha.
Não me recordo se foram dois ou três meses, o fato é que ocorreu em um curto espaço de tempo. Graças ao meu exemplo pessoal, a teoria da evolução de Darwin foi aceita no meio científico e guardo uma carta de agradecimento do pai da evolução moldurada na parede da minha sala.
Mas, minha credibilidade para dar conselhos foi fruto de anos de várias atividades. Minhas aventuras no ônibus ficam para uma outra crônica, ou seja, vai depender do que eu esteja fazendo.
A primeira dica é que com exceção do vento no rosto, sentar na janela só traz desvantagem. Uma delas é que aumentam as chances de qualquer objeto vindo de fora do ônibus te atingir. Sem falar que sentar no corredor, mesmo quando o outro assento está vago é um aviso explícito de que não quer ninguém pentelhando ao seu lado.
Mantenha sempre um bom relacionamento com o motorista (falo de convivência, se quiser partir para algo sexual, aí já é contigo, não tenho nada a ver com a sua vida). Pense que ali está um profissional mal remunerado, que passa mais de oito horas se estressando com o trânsito. Quer mais motivos para ele não parar para você? É o momento em que ele tem o poder. Caso conquiste a amizade deste trabalhador, até entrar pela frente e sentar na cadeira do idoso vai poder.

- Aí “moto”: sou aquele sujeito estranho, magrelo, que sempre pára na UniJorge! Gostou do profissional, hein?
Enquanto o “h” com o “moto” não cola, fique ao menos com dois assentos de distância, pois sempre aparecem idosos, grávidas e deficientes, e como você leitor é cidadão, terá que ceder o lugar. Siga a margem de segurança, pois sempre tem um mal-educado que não levanta e acaba sobrando para ti o papel de bom moço.

Caso não tenha opção para repousar e já que vai ficar em pé, procure um local com uma vista agradável, de preferência um decote atraente. Olhar não tira pedaço, ainda mais se você for capaz de ser discreto. Só te lembro para ter um pouco de dignidade e não aproveitar o aperto ou as freadas bruscas para sair roçando nos outros. Lembre-se do Japão. Graças a essa prática, os metrôs são divididos por gênero sexual.

Já sinto a indignação e os comentários de insatisfação do público feminino do blog me acusando de machista. Não estou sendo de forma alguma, apenas não tenho como dar muitas dicas quanto à maneira pela qual você deva se comportar, afinal sou homem. As duas dicas vão acabar com a linha do humor sem graça que tenho adotado até o momento.

Bem, leitora que não conheço, como já fui assaltado desta forma e conheço mulheres que também o foram, então peço que não procurem locais afastados, dê preferência aos lugares que estão perto do motorista ou do cobrador. Isso previne os furtos. Outra dica valiosa é a seguinte: ao comprar algo no ônibus, não abra muito a bolsa. Os próprios ambulantes dizem o quanto é fácil furtar vacilando deste jeito.Já está na hora do meu Brotas passar, moro na Boca do Rio, se eu perder esse aí, volto para casa a pé, e essa história já tive que contar e espero que não se repita!
*Alex Jordan é estudante do 7º semestre de Jornalismo da UniJorge, em Salvador-Ba. É colaborador do blog desde 2007.